- O dia em que a mentira educada perdeu para a recusa sincera.
- Um pai, dois filhos, uma vinha: onde se passa realmente a cena?
- Um "não" que muda de ideia é melhor do que um "sim" que nunca muda.
- A vinha como um lugar de realidade, não como paisagem.
- O que este texto muda para você, de forma bem concreta
- O eco patrístico, litúrgico e martirológico do texto
- Lectio divina
- Como orar com este texto, especificamente?
- O que este texto levanta sobre nossa maneira moderna de acreditar
- Oração
- Conclusão
- Práticas
- Referências
- ✝ Referências bíblicas
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus
28«"Mas o que vocês acham? Um homem tinha dos filhos, e foi até o primeiro e disse: 'Meu filho, vá trabalhar hoje na minha vinha. 29Ele respondeu: Não quero, mas depois, tomado pelo remorso, foi embora. 30Então vá mais longe e vá para o meu pedido. Essa resposta: Irei, senhor, e não foi. 31O que você precisa fazer para vagar pelo seu pai? Ó primeiro, respondam. Então Jesus diz: "Em verdade ya digo que os publicanos e as prostitutas entrarão no reino deus deus antes de vous. 32Pois João veio até vocês no caminho da justiça, e vocês não creram nele; mas os publicanos e as prostitutas creram nele; E sua voz tende a vê-la, e você não a ouve para criá-la.
Dois filhos, uma pergunta, feita duas vezes. O primeiro bate a porta na cara do pai — "Não" — e então, sozinho em seu quarto, algo se agita dentro dele. Ele se levanta, sem pedir desculpas, e caminha em direção à vinha. O segundo sorri, inclina a cabeça — "Sim, Senhor" — e fecha a porta atrás do pai, sabendo muito bem que não vai a lugar nenhum. Jesus olha para os principais sacerdotes e anciãos, esses homens que sabem a Lei de cor, e lhes apresenta essa história como um espelho. Então, sem hesitar, ele vai direto ao ponto: os cobradores de impostos e as prostitutas estão à frente de vocês. Não porque sejam melhores. Porque finalmente agiram.
O dia em que a mentira educada perdeu para a recusa sincera.
Ninguém pede para ser julgado por suas resoluções, mas sim pelo que fez com a própria vida.
Um padre cansado, uma mãe que se sente culpada por nunca ter rezado o terço, um homem que disse "não" a Deus durante vinte anos antes de finalmente cruzar o limiar de uma igreja: todos encontrarão aqui a mesma boa notícia incômoda. Jesus não pede um bom começo. Ele pede uma chegada. Esta passagem explora por que o filho que inicialmente recusou acaba agradando mais ao Pai do que aquele que prometeu, mas não cumpriu sua palavra, e o que isso significa concretamente para uma fé que vacila, cai e recomeça.
Em resumo, esta passagem percorre o texto de Mateus desde seu contexto histórico — um confronto no Templo, poucos dias antes da Paixão — até suas ressonâncias mais íntimas para um crente hoje. Questiona os mecanismos do arrependimento, a falsidade de um "sim" sem compromisso e a maneira como Deus continua a buscar aqueles que inicialmente disseram não. Conclui, como sempre, com uma lectio divina, uma oração e sugestões concretas para vivenciar este texto nesta semana.
Um pai, dois filhos, uma vinha: onde se passa realmente a cena?
Estamos nos últimos dias que antecedem a Paixão, em Jerusalém, dentro dos próprios muros do Templo. Jesus acaba de expulsar os mercadores e curar o cego e o paralítico sob as colunatas — um ato de autoridade que desencadeou uma tempestade. Os principais sacerdotes e os anciãos do povo, a elite religiosa em toda a sua solenidade, vêm perguntar-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas?». Jesus recusa-se a responder diretamente. Primeiro, faz-lhes uma pergunta sobre João Batista — se ele veio de Deus ou dos homens? — e os encurrala em sua própria covardia política: eles não ousam dizer nenhuma das duas, por medo de se comprometerem. É nessa atmosfera tensa, logo após essa troca de palavras frustrada, que Jesus conta a parábola dos dois filhos.O texto é notavelmente econômico. Um pai — um homem, literalmente a palavra grega anthropos, um termo neutro que evoca qualquer chefe de família, não um rei ou um senhor — tem dois filhos. Ele se dirige ao primeiro: «Meu filho, vá trabalhar na vinha hoje». A resposta lacônica: «Não quero». Então, sem que o texto explique o porquê, sem diálogo, sem o apelo do pai, uma mudança silenciosa: «ele se arrependeu e foi». O segundo filho recebe exatamente a mesma ordem. Sua resposta é um modelo de polidez religiosa: «Sim, senhor!». E então, nada. Ele não vai.
Jesus então faz a pergunta que sela a armadilha: «Qual dos dois fez a vontade do Pai?» Os principais sacerdotes, presos na lógica implacável da narrativa, respondem com a única resposta possível: «O primeiro». Sem perceber, acabam de se condenar. Pois Jesus prossegue imediatamente com uma declaração de rara veemência vinda dele: os cobradores de impostos — aqueles que colaboravam com Roma, desprezados como traidores e ladrões — e as prostitutas, a escória social e religiosa da época, precedem os líderes religiosos no reino de Deus. Não apesar de seus pecados, mas porque finalmente creram em João Batista, enquanto os principais sacerdotes viram a justiça de João passar por eles sem sequer mover um dedo.Um "não" que muda de ideia é melhor do que um "sim" que nunca muda.
O cerne deste texto reside em um único verbo, discreto, quase inócuo: arrependeu-se. Em grego, metamelētheis, literalmente "tendo mudado de ideia depois". Esta não é exatamente a palavra que Mateus usa em outros lugares para uma conversão profunda — metanoia, aquela mudança radical de mentalidade pregada por João Batista. É um termo mais modesto, quase doméstico: o arrependimento que se segue a uma decisão, o remorso que age silenciosamente e, em última análise, leva a uma mudança de comportamento. O filho primogênito não teve uma revelação repentina. Ele simplesmente mudou de ideia e — este é o paradoxo do Evangelho — essa mudança de mentalidade vale infinitamente mais aos olhos do Pai do que uma promessa cumprida superficialmente.
O verdadeiro escândalo desta parábola reside não na recusa inicial do primeiro filho, mas na própria estrutura do "sim" do segundo filho. Ele não mente por malícia calculada; diz o que se espera dele, o que soa bem, o que exteriormente honra seu pai — e não tem a menor intenção de cumprir sua palavra. Esta é a religião em sua forma mais pura: as palavras certas, o tom respeitoso, a completa ausência de quaisquer consequências no mundo real. Aqui, diante dos próprios sumos sacerdotes, Jesus expõe o mecanismo preciso que os define: eles sabem dizer "Senhor, Senhor" — uma frase que encontraremos quase literalmente em Mateus 7:21 — mas não fazem a vontade do Pai.
O que Jesus revela é que Deus não mede a fidelidade no primeiro momento da resposta, mas por toda a trajetória do coração. Um homem que bate a porta numa noite pode muito bem estar caminhando em direção à vinha na manhã seguinte. E um homem que sorri e promete pode nunca ter saído da sua poltrona. A parábola nada diz sobre o que se passou pela mente do filho primogênito entre a sua recusa e a sua partida. Isso é intencional. O texto deixa esse silêncio em aberto porque é precisamente ali, nesse espaço vazio e invisível, que toda a verdadeira conversão acontece — longe de olhares curiosos, longe de palavras ditas em público.
A vinha como um lugar de realidade, não como paisagem.
Devemos considerar este detalhe aparentemente insignificante: a vinha. Ao longo da tradição bíblica, a vinha nunca é simplesmente um local de trabalho. É uma imagem constante do povo de Deus — o profeta Isaías canta o cântico da videira amada, o salmista fala da videira que Deus transplantou do Egito, e o próprio Jesus se autodenomina "a verdadeira videira" em João 15. Quando o pai envia seus filhos "para trabalhar na vinha", ele não está pedindo que realizem qualquer tipo de tarefa: está convidando-os a cuidar daquilo que é mais precioso aos seus olhos, a participar concretamente da obra de Deus entre a humanidade.Essa mudança de significado altera tudo. O filho primogênito, ao mudar de ideia e ir para a vinha, não está simplesmente obedecendo a uma ordem doméstica: ele entra na história da salvação, torna-se um agente em algo que o transcende. E o segundo filho, ao não ir apesar do acordo verbal, não está simplesmente deixando de cumprir uma tarefa: ele se retira da história, escolhe o conforto das aparências em detrimento do cansaço da realidade. É por isso que a parábola não pode ser reduzida a uma simples lição moral sobre cumprir a palavra. Ela toca em algo muito mais profundo: quem, em termos concretos, se coloca à disposição da obra de Deus e quem se contenta apenas em falar sobre ela.
E há uma ternura inesperada neste texto, muitas vezes negligenciada: o pai nunca pune o filho mais velho por seu "não" inicial. Ele não se detém nessa palavra dura, nunca o repreende por ela. O texto, inteiramente focado no resultado, parece dizer que essa primeira recusa foi apagada, absorvida, tornada insignificante pela ação que se seguiu. É uma imagem comovente de como Deus lida com nossa resistência: não como faltas a serem contabilizadas, mas como momentos passageiros que deixam de importar assim que o coração se converte.

O que este texto muda para você, de forma bem concreta
Na intimidade da sua oração pessoal, esta parábola dissipa uma ansiedade comum: a de não ser "suficientemente crente" porque a sua fé passou por períodos de rejeição, dúvida e silêncio obstinado diante de Deus. Este texto diz o oposto do que a culpa sussurra: não é o seu primeiro impulso que importa, mas o seu último passo. Um cristão que disse "não" à missa durante anos antes de voltar num domingo não é um convertido de segunda classe. Aos olhos do Pai, ele é o filho primogênito — aquele que agrada.
Em seus relacionamentos, este texto exige atenção especial aos seus próprios "sim" fáceis demais. Quantas promessas foram feitas a um cônjuge, um filho, um amigo, proferidas com as melhores intenções, apenas para nunca serem cumpridas? A parábola não condena as boas intenções; condena as intenções que substituem as ações. Ela nos encoraja a preferir um "Não sei se consigo" seguido de uma ação concreta a um "Claro, conte comigo" que permanece apenas isso — uma promessa vazia.
Em um nível social, o texto ressoa com uma questão contemporânea candente: ele altera radicalmente os critérios de julgamento. Cobradores de impostos e prostitutas, categorias sociais desprezadas, tornam-se modelos de verdadeira fé — não porque sua situação seja boa, mas porque se deixaram tocar, transformar, converter por uma palavra de justiça que não esperavam. Este texto proíbe qualquer desprezo definitivo por alguém por causa de seu passado, sua profissão ou sua reputação.
Finalmente, na vida da Igreja, esta parábola serve como um alerta para qualquer comunidade que possa ser tentada a favorecer fiéis com discurso impecável em detrimento de convertidos com históricos conturbados. Uma paróquia fiel ao espírito deste texto acolhe, sem hierarquia, tanto o frequentador assíduo da igreja quanto aquele que retorna após vinte anos de ausência — pois aos olhos do Pai, somente aqueles que se levantam e caminham em direção à vinha hoje realmente importam.
O eco patrístico, litúrgico e martirológico do texto
João Crisóstomo, em sua homilia sobre esta passagem, enfatiza que a própria Lei, tão cara aos sumos sacerdotes, se voltará contra eles como testemunho incriminador: aqueles que melhor conhecem os mandamentos são precisamente aqueles que menos os vivenciaram. Ele vê no contraste entre os dois filhos uma advertência contra qualquer religião reduzida a conhecimento sem prática — palavras sem a videira. Orígenes, em seu comentário sobre Mateus, desenvolve uma leitura alegórica na qual o primeiro filho representa as nações pagãs, inicialmente distantes da Lei, mas, em última análise, dóceis ao chamado de Deus pela fé, enquanto o segundo representa o povo que primeiro recebeu a Lei — um antigo "sim" — mas que não produziu os frutos esperados. Essa leitura, enraizada no contexto do nascente judaico-cristianismo, esclarece por que Jesus dirige este texto especificamente aos sumos sacerdotes: eles, que disseram sim à Aliança por gerações, são confrontados com sua própria inconstância. Agostinho de Hipona, em seus sermões sobre o Evangelho de Mateus, frequentemente retorna a esse mesmo tema do arrependimento redimindo a recusa inicial, ecoando diretamente sua própria experiência: ele que havia dito "não" à graça por tanto tempo, antes de se levantar, como o filho primogênito, e finalmente ir para a vinha. Sua meditação pessoal sobre a demora entre o chamado e a resposta — aquele famoso "dai-me a castidade, mas não agora" das Confissões — confere uma dimensão autobiográfica profundamente comovente a este texto evangélico. Liturgicamente, esta passagem é tradicionalmente proclamada num domingo do Tempo Comum, no Ciclo A, em plena harmonia com as leituras circundantes — frequentemente associadas ao texto de Ezequiel sobre a conversão do pecador e a queda do justo, que prepara diretamente esta parábola. A Igreja sempre optou por apresentar este texto não como uma lembrança moral abstrata, mas como um convite concreto ao autoexame comunitário: quem na assembleia diz «sim» sem nunca ter ido à vinha? Na perspectiva da tradição martirológica, esta parábola encontra um eco notável nos relatos de conversões tardias dos primeiros séculos — aqueles perseguidores que se tornaram testemunhas, como o próprio Paulo, cujo violento "não" ao Evangelho se transformou, no caminho para Damasco, em um "sim" que, desta vez, levou ao martírio. A Igreja primitiva gostava de reler essas trajetórias à luz deste texto: o verdadeiro discípulo não é aquele que começa bem, mas aquele cuja vida inteira se volta, em última análise, para a vinha do Senhor.Uma voz mais contemporânea, a do pastor e exegeta Antoine Nouis, enfatiza em seus comentários que a sabedoria bíblica consiste precisamente em discernir o que realmente conduz à vida, e não o que apenas aparenta conduzi-la — uma leitura que se conecta diretamente à oposição entre os dois filhos da parábola, entre a aparência do sim e a realidade do gesto.
Lectio divina
«Ele respondeu: "Não irei." Mas depois mudou de ideia e foi.» Mateus 21:29
Você já disse não a Deus. Você sabe disso, lembra-se precisamente, com as palavras exatas que usou. Mas o que você fez depois desse não? O primeiro filho não esperou sentir o impulso de obedecer antes de se levantar. E você, essa recusa que ainda carrega dentro de si está se transformando, ou você simplesmente a enterrou no silêncio?
Senhor, tu conheces o meu "não" melhor do que eu mesmo. Tu sabes o exato momento em que fechei a porta, e tu permaneceste ali, sem forçar, sem censura. Concede-me a graça do primogênito: aquele movimento silencioso que faz o corpo se levantar mesmo antes de o coração estar convencido. Que eu possa caminhar hoje em direção à tua vinha, mesmo de mãos vazias, mesmo com dúvidas no coração. Tu que acolhes os cobradores de impostos e as prostitutas como se fossem teus, acolhe também o meu atraso, a minha lentidão, o meu caminho tortuoso. Faze do meu "não" de ontem o ponto de partida de um "sim" que, desta vez, terá pés para caminhar.
Um homem se levanta sem dizer uma palavra e segue sozinho pelo caminho até a vinha.
Como orar com este texto, especificamente?
Comece relendo a parábola lentamente, perguntando a si mesmo, sem indulgência ou severidade excessiva, qual filho mais se assemelha a você hoje — não ontem, não de uma forma idealizada, mas em sua vida real nesta semana. Identifique uma área específica em que você disse «sim» a Deus sem nunca realmente cumprir a promessa: uma resolução de oração abandonada, uma reconciliação prometida que nunca começou.
Em seguida, escolha uma ação concreta, modesta, mas real para alcançar o filho primogênito: dez minutos de oração silenciosa esta noite, um telefonema que vem sendo adiado há meses, uma confissão que vem sendo postergada há muito tempo. A parábola não pede um plano perfeito; pede um passo.
Por fim, inclua em sua oração alguém que você talvez tenha categorizado, julgado ou descartado precipitadamente por causa de seu passado ou reputação — e peça a graça de enxergar nela, como Jesus enxerga nos cobradores de impostos e nas prostitutas, a possibilidade sempre presente de uma transformação.
O que este texto levanta sobre nossa maneira moderna de acreditar
Nossa era valoriza a coerência exterior, uma imagem impecável e uma retórica que soa verdadeira — tanto nas redes sociais quanto na vida religiosa. Esta parábola rompe com essa obsessão pelas aparências: afirma inequivocamente que o compromisso genuíno, mesmo que nascido de uma recusa inicial, é infinitamente melhor do que a adesão verbal que nunca se concretiza em ações.
Há, porém, uma armadilha a evitar: este texto não glorifica a inconsistência, nem minimiza a importância de cumprir a palavra. Não afirma que dizer "não" não tem consequências. Afirma que o "não" não é definitivo, que o coração pode mudar e que Deus olha mais para o destino do que para a partida. Não se trata de um cheque em branco para fazer promessas levianamente; é uma promessa de esperança para aqueles que, depois de terem recusado por muito tempo, finalmente se sentem chamados à ação.
Para uma geração marcada pela dúvida, pelo afastamento da prática religiosa e por jornadas de fé caóticas, esta parábola oferece uma boa notícia direta: a rejeição inicial nunca tem a palavra final. O que importa é o caminho final até a vinha — mesmo que tardio, mesmo que hesitante, mesmo depois de anos de silêncio.
Oração
Pai, o Senhor nunca deixou de vir até mim, mesmo quando eu fechava a porta. O Senhor falava comigo gentilmente, como se eu fosse uma criança, nunca forçando a minha vontade, e ainda assim eu disse não, tantas vezes, com palavras mais ou menos duras dependendo do dia. O Senhor não me culpou por essa primeira recusa. O Senhor permaneceu ali, paciente, esperando o momento em que algo dentro de mim se voltaria para o Senhor.
Ensina-me a ter cuidado com meus "sim" excessivamente doces, aqueles que pronuncio para te agradar sem nenhuma intenção real de agir. Concede-me a graça de preferir a honestidade crua de um coração que duvida à polidez vazia de um coração que nunca se move. Que eu jamais me contente apenas em pronunciar teu nome sem nunca ir à tua vinha.
Tu que fizeste dos cobradores de impostos e das prostitutas os mais importantes do reino, olha com a mesma ternura para aqueles que julgo precipitadamente, aqueles que, no fundo, considero distantes demais para retornarem a Ti. Ensina-me a ter esperança para eles o que espero para mim: o dia em que a recusa se transformará em progresso.
Concedei-me hoje, agora, a coragem do primogênito: a coragem de me levantar, apesar da minha resistência, apesar da minha relutância, e caminhar em direção à vinha que me mostrais. Não por medo, não por cálculo, mas porque algo dentro de mim finalmente se voltou para vós. Amém.
Conclusão
Não espere por um coração perfeitamente disposto para começar. O filho primogênito não esperou ter o desejo genuíno de ir para a vinha; ele se levantou mesmo quando o desejo ainda não existia, e a ação precedeu o sentimento. Escolha hoje, nas próximas horas, uma ação concreta que você vem adiando há muito tempo — e faça-a, mesmo sem o entusiasmo necessário. A vinha não espera por corações perfeitos. Ela espera por passos.
Práticas
Identifique um "sim" que você nunca disse a Deus e tome uma atitude concreta em relação a isso esta semana.
Reze em silêncio por dez minutos antes de julgar alguém com base em seu passado ou reputação.
Leia Mateus 21:28-32 todas as noites desta semana antes de dormir.
Perdoe-se por uma antiga recusa que já foi superada e colocada em prática novamente.
Ofereça sua ajuda prática à sua paróquia sem esperar até que você "sinta vontade" de fazê-lo.
Retome o contato que foi adiado por muito tempo, sem esperar pelo momento perfeito.
Referências
Antiguidade e os Padres (séculos I-V)
- João Crisóstomo, Homilias sobre Mateus, homilia LXVII — meditação sobre o fato de que o conhecimento da Lei se transforma em condenação para aqueles que a conhecem sem vivê-la, iluminando diretamente a repreensão dirigida aos sumos sacerdotes na parábola.
- Orígenes, Comentário sobre o Evangelho segundo Mateus — leitura alegórica dos dois filhos como figuras das nações pagãs e do povo escolhido, útil para entender por que Jesus dirige este texto precisamente ao establishment religioso de seu tempo.
- Agostinho de Hipona, Sermões sobre o Evangelho segundo Mateus — uma conexão entre o arrependimento do primogênito e a experiência pessoal da conversão tardia, trazendo uma ressonância autobiográfica e existencial ao texto.
Contemporâneo (séculos XX-XXI)
- Antoine Nouis, comentários bíblicos — reflexão sobre o discernimento entre o que realmente conduz à vida e o que apenas aparenta ser vida, em eco direto da oposição entre as duas respostas dos filhos.
✝ Referências bíblicas
4 trechos · 3 livros
Ele nos deu um filho, um filho nos foi dado. (Isaías 9:5)
O grande profeta da salvação: julgamento, consolação e anúncio do Servo Sofredor.
→ Explore o Códice de Isaías- A Carta de Accra e a Sabedoria das Nações: Quando a África se Recusa a Ter o Significado das Palavras Ditado a Ela
- O preço de uma criança: quando dezoito bilhões de dólares não podem comprar de volta uma alma.
- Quando o ouro do subsolo pesa mais do que a dignidade do migrante: palavras de San Salvador
- Identifique a criança antes de mencionar o nome do migrante.

Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito. (João 3:16)
O Evangelho da Palavra: uma teologia profunda da Encarnação e dos sinais de Jesus.
→ Explore o Códice John- Você beberá do meu cálice (Mt 20:20-28)
- O Espírito da verdade testemunhará a meu favor (João 15:26 – 16:4a)
- Vocês não pertencem ao mundo, porque eu os escolhi, tirando-os do mundo (João 15:18-21).
- Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros (João 15:12-17)
- Permaneçam no meu amor para que a alegria de vocês seja completa (João 15:9-11)
- O que o amor precede, a lei jamais alcança.
- «"O discípulo a quem Jesus amava": permitindo-nos ser alcançados por um olhar que nos precede.
- Ser diferente para ser livre: o cristão, um estrangeiro feliz num mundo que o rejeita.
- A alegria que permanece: quando Jesus realiza o desejo mais profundo do homem.
- Fertilidade ou eficiência: quando Deus transforma nossas sementes em uma colheita eterna.
- Leão XIV e a Juventude do Mundo: A Coragem de Accra, Prefácio ao Stade de France
- Quando a Igreja se torna um refúgio: a resposta da fé à mercantilização dos corpos afetados pelas drogas.
- Um fazendeiro de Oklahoma se torna santo: o que o cinema americano revela sobre a santidade missionária.
- Peru: Quando um coro chamado Aguchita canta sobre a chegada de Leão XIV à terra dos mártires

Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mateus 28:20)
O Evangelho do Rei: Jesus, o novo Moisés, cumpre as Escrituras para Israel e as nações.
→ Explore o Códice de Mateus- Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam (Lucas 8:19-21).
- Pode um cego guiar outro cego? (Lucas 6:39-42)
- Eis o noivo! Saiam ao seu encontro! (Mt 25:1-13)
- Apegai-vos firmemente às tradições que vos ensinamos (2 Tessalonicenses 2:1-3a, 14-17)
- É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus (Mt 19:23-30).
- «A fé se constrói» — São Cesário de Arles e o escândalo de uma fé sem mãos.
- A natureza radical do Evangelho: quando Deus se recusa a envelhecer.
- Não julgue: a difícil arte de deixar Deus ser Deus.
- Pedindo o impossível: uma teologia da oração intercessória.
- Todos os caminhos levam a Deus: a liberdade dos caminhos para a salvação segundo Gregório de Nazianzo
- Quando "Jesus é Rei" se torna um grito de usurpação: a vigilância da Igreja diante de reinos paralelos.
- Jerusalém, de volta às aulas sem instrução: quando a Igreja se torna a última pedra viva.
- Quando um bispo exige que Roma decida: a sinodalidade diante do julgamento dos frutos.
- O silêncio depois da tempestade: quando uma vida de diálogo se cruza com a sombra de uma investigação.
- Os estrangeiros, eu os conduzirei ao meu santo monte (Isaías 56:1, 6-7)
- Bendito o que vem em nome do Senhor (Mt 21:1-11)
- Eis o herdeiro: venham! Vamos matá-lo! (Mt 21:33-43, 45-46)
- João veio: os cobradores de impostos e as prostitutas creram na sua palavra (Mt 21:28-32)
- O batismo de João, de onde veio? (Mt 21:23-27)
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